Saúde divulga plano operacional para Copa América

Documento traz orientações sobre ações que estão sendo feitas no âmbito sanitário durante a realização dos jogos na capital

Saúde divulga plano operacional para Copa América

O Plano Operacional da Secretaria de Saúde para Copa América foi divulgado neste sábado (12). Ele traz orientações e medidas que deverão ser tomadas pelos órgãos de Vigilância à Saúde durante a competição. O objetivo é manter sob controle o cenário epidemiológico para diversas doenças, como a covid-19.

De acordo com a secretária adjunta de Assistência à Saúde, Raquel Beviláqua, o plano foi elaborado pelo Comitê de Operações Especiais para o Enfrentamento à Covid-19 com o apoio das áreas técnicas da vigilância. “Todos contribuíram para disponibilizarmos as recomendações para que o DF se preparasse da melhor forma possível do ponto de vista sanitário. As informações estão disponibilizadas de forma acessível e de rápida leitura”, destaca. A secretária ressalta, ainda, que “é importante acrescentar o papel fundamental de cada um no combate à pandemia, como o uso de máscaras, higienização das mãos e evitar aglomerações”.

A Secretaria de Saúde, juntamente com as diretorias responsáveis pela análise epidemiológica, analisou os riscos sanitários que uma competição internacional pode trazer, como surtos e outros eventos de saúde monitorados nos últimos seis meses. As áreas técnicas identificaram os seguintes riscos:

1- Doenças infecciosas: sarampo, rubéola, influenza A (H1N1) e H3N2, norovírus, varicela, difteria, coqueluche, cólera, poliomielite por vírus selvagem, poliomielite derivado da vacina, febre tifóide, febre de Lassa, febre amarela, novas cepas da covid-19.
2 – Doenças de transmissão hídrica/alimentar: salmonela e hepatite E, norovirus, cólera, listeriose;
3 – Doenças vetoriais: malária, febre do Nilo Ocidental (FNO), doença de Lyme, encefalite japonesa;
4 – Zoonoses: febre do Vale do Rift, tularemia, margburg, vírus Nipah, doença de Lyme;
5 – Doenças por transmissão sanguínea e sexual: Aids, sífilis, gonorreia, hepatites B e C e clamídia, HPV.

As doenças citadas acima, algumas geralmente não circulantes no Brasil, podem ser identificadas com a mobilização de pessoas vindas de outros países. Devido a isso, as equipes de Vigilância em Saúde já iniciaram o monitoramento de possíveis eventos epidemiológicos. Na sexta-feira (11), as vigilâncias Epidemiológica e da Saúde do Trabalhador fizeram uma visita técnica nos cinco hotéis da capital federal que irão hospedar as delegações que participarão de jogos da Copa América no Distrito Federal.

A visita ocorreu para orientar os funcionários desses estabelecimentos sobre a prevenção das doenças transmissíveis, com ênfase para a covid-19.

Monitoramento e análise de risco

Antes mesmo do início da competição, todos os envolvidos (delegações, equipe hoteleira, equipes de segurança e apoio logístico) serão cadastrados e monitorados. Eles farão testes para detecção da Covid-19 e outras doenças infecciosas. A vigilância também permanece durante e 14 dias após o evento para um melhor controle sanitário.

Foi definido que o Hospital Regional da Asa Norte (Hran) será a unidade referência no SUS-DF para emergências clínicas e cirúrgicas, incluindo a covid-19 e síndromes gripais. O Hran também será responsável por oferecer a testagem e início de tratamento, caso necessário, das outras infecções sexualmente transmissíveis, bem como a UBS 1 da Asa Sul, que funciona de segunda a sexta-feira das 7h às 22h. O atendimento e dispensação de medicamentos para HIV/Aids e hepatites virais será no Hospital Dia, na 508 Sul.

Todo o trabalho tem como meta identificar possíveis manifestações de doenças e agir rapidamente impedindo a disseminação.

*Com informações da Secretaria de Saúde

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