Bolsonaro diz que Paulo Guedes é quem decide na economia

O ministro da Economia disse, nesta segunda-feira, após Bolsonaro ser indagado sobre os rumos da economia: "O Brasil está no caminho da prosperidade e não do desespero"

Bolsonaro diz que Paulo Guedes é quem decide na economia

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) reuniu nesta segunda-feira (27) o grupo de ministros da área econômica e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, para passar uma mensagem de otimismo à sociedade brasileira. "A economia vai pegar em V ( significando V de vitória). O Brasil vai surpreender. Ano passado, surpreendemos o mundo com a reforma da Previdência e vamos surpreender de novo", disse o ministro da Economia Paulo Guedes.

Em entrevista coletiva à imprensa, na portaria do Palácio da Alvorada, Guedes fez questão de destacar que o Brasil "está no caminho da prosperidade e não do desespero", disse o principal nome do staff de Bolsonaro, ameaçado de cair, diante do cenário criado pelo próprio presidente, na última semana, ao anunciar um pacote econômico, batizado de pró-Brasil, sem a presença do ministro da Economia.

A coletiva aconteceu depois de um fim de semana com grande repercussão, após a demissão de Sérgio Moro, na sexta-feira (24), quando o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública fez graves denúncias contra Bolsonaro, acusado de tentar interferir no trabalho de investigação da Polícia Federal.

O presidente negou e disse que, na verdade, Moro estaria negociando a mundança do comando da PF em troca de uma das cadeiras no Supremo Tribunal Federal (STF).

Coordenador

Durante a coletiva desta segunda-feira, Bolsonaro agiu como o coordenador da equipe, aparentando sobriedade e deixando que apenas seus ministros falassem sobre as ações governamentais. Ele chamou um a um para comentar, de forma resumida, quais são as previsões para suas respectivas áreas.

A impressão quea coletiva passou foi o de querer dar um recado otimista, alinhado com o discurso de que o governo estaria no comando do país para enfrentar a repercussão da maior crise econômica que assola o mundo, provocada pela pandemia do coronavíris, desde a crise de 1929, conforme prognósticos de economistas do mundo afora.

Funcionalismo

O único setor que não foi ''brindado'' com uma boa notícia foi o funcionalismo público. Bolsonaro e Guedes adiantaram que eles serão chamados a dar a sua cota de sacrifícios nessa crise. "O funcionalismo vai ficar sem pedir aumento (salário)", declarou Guedes, sinalizando ainda que nesta semana deverá ser enviado ao Congresso projeto com esse objetivo.

Abastecimento

Quem também participou da coletiva foi a ministra da Agricultura e Abastecimento, Tereza Cristina. Ela é outra que entrou na bolsa de apostas do fim de semana de que estaria com o pescoço também prestes a ser ''guilhotinado'', tendo em vista que é do mesmo partido de um dos maiores desafetos, hoje, do bolsonarismo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM).

A ministra destacou, durante a coletiva, que o país está de posse de uma das maiores safras dos últimos anos, e que o abstecimento de alimentos, apesar da pandemia do coronavírus, está garantido.

Infraestrutura

Na mesma coletivsa, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, disse que está "emplogado" com os projetos de parcerias público-privado do governo federal. 

Segundo ele, o governo continuará com sua programação de ainda neste ano divulgar os primeiros leilões para destestatizações dos portos e investimentos em rodovias e ferrovias no país.

 Conforme o ministro, investidores nacionais e internacionais estão confiantes no Brasil.

 Disciplina fiscal

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, integrou o coro de ministros da área econômica que passaram no primeiro dia útil da semana, após a repercussão no fim de semana da crise política envolvendo a saída de Sérgio Moro.

De acordo com Campos Neto, continua no horizonte do governo federal manter a disciplina fiscal, endossando a fala de Paulo Guedes, afirmando que está sob controle o estouro das metas de controle dos gastos, frente ao crédito estatal para ajudar trabalhadores e empresas a superar a pandemia da COVID-19.  

Fonte: em.com.br

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